terça-feira, 20 de abril de 2010

O resto

Quem sabe um dia desses eu te encontro de noite no Baixo Gávea.

Estarás tomando um chope que compensa a semana, com colegas de trabalho, ou nem terás voltado a morar no Rio e estarás de passagem revendo amigas breves da época de faculdade. Ou nem uma coisa nem outra. E eu, bem, eu não precisarei de desculpas para seguir a minha vida de flaneur.


E trocaremos um semissoriso e seguirá um abraço desconfortável que se tornará aconchegante e pedirão a conta e esticaremos mais um dois dez chopes e talvez um cigarro e falaremos e lembraremos e riremos e constataremos tudo o que podemos ter sido e não fomos.

Uma parte madura e sensata de mim sabe que nunca seremos. A imensidão restante insiste em ter esperanças.