sábado, 27 de fevereiro de 2010

Carnavais

Acho ótimo que exista o carnaval, dado o enorme contigente de foliões, de gente que gosta e que espera por ele o ano todo. Mas também acho muito bom que respeitem meu direito de não gostar de carnaval. E o meu igualmente inalienável direito de mudar de opinião. Esse ano e ano passado tive duas experiências distintas, ora eremita ora ianomami.


2009: Marechal Rondon.
Fui a vários blocos no Rio de Janeiro. Multidões, cheiro de urina, sol inclemente. Céu na terra entupindo as ruas da outrora aprazível Santa Teresa. Celular ligado o tempo todo, sempre a postos para aquele convite inesperado, um mais inesperado do que o outro, todos envolvendo samba, cerveja e suor. O Rio fica irreconhecível no carnaval, espremido entre a obrigação de ser feliz e a maneira como maltratam a cidade.

2010: Alzheimer.
Tentei esquecer que era carnaval. Desliguei o celular, trabalhei no sábado o dia inteiro, coloquei ordem em ideias, papéis e pensamentos. Só fiz uma concessão no domingo, quando varei a noite assistindo ao desfile em companhia de cervejas e de um grande amigo. Mais pelo papo do que pelas escolas. Acho que aos poucos vou me desligando dessas coisas.

2011: Walden.
Pensei em Reijavique. Curitiba fica mais perto. Ou Tel-Aviv, aquecendo os tambores para Purim!


Chag Purim Sameach!