sábado, 14 de junho de 2008

Copacabana

Enquanto o céu do Rio amanhece diferente e clareia até tomar o azul dos teus olhos, o azul do mar vizinho, fiz uma lista das cem principais razões pelas quais tu fazes de mim o homem mais feliz do mundo, mas vou mantê-la em segredo. Palavras são rudes. Jamais contarei a felicidade que me invade quando um enorme sorriso escava duas covas formosas em tuas bochechas, tampouco falarei de como é bom abraçar tua cintura fina ou mordê-la em lugares inomináveis, senão por pudor, por falta de nomes.

Não direi como ficas linda contracenando com a câmera do computador nem espalharei como gosto do teu jeito tímido e da tua fala baixa e dífícil. Nem pensarei em músicas de Jobim ladeiras íngremes cidades do interior suco de acerola Niterói jogo de mau mau nem tantas outras coisas que não permitem meu pensamento deixar-te um só segundo do meu dia.

Afinal, são os teus segredos, que hei de teimar em descobrir enquanto não me faltarem os dias para passar a teu lado.