segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sobre distensões e rimas

Dorme, criança, dorme enquanto podes. A noite ainda te é leve e não há com o que preocupar-te. Ama com o frescor de teus dias e encanta com teus olhos azuis e teus seios rosados. Voa que asas não te faltam, e o canto te sobra, e as mãos têm apenas um suave toque e um rude encanto.

Ri de minhas piadas opacas, ofuscadas pela luz dos olhos teus. Ouviremos Tom cantar, quando pudermos, quanto quiseres, para que faças crescer teu léxico amoroso. Teu coração é um músculo que muito ainda tem que malhar. Sonha com um mundo alheio quando dormires, porque quando acordares, estarei te esperando.

Imaginarias alguma hora que teria por ti o que criara ter por mim? Nem eu, amiga mais querida. És um incêndio ainda por principiar-se. Que penso eu do que seremos, eu que mal sei o que sou? (Tantos Pessoas e Vinícius ainda por serem ditos.) Sei que estou rubro, e a manhã tarda. Há tanto a escrever, e as palavras falham. Respondo teu acróstico com a certeza de um beijo calado.