segunda-feira, 16 de julho de 2007

Depois do baile

Depois do baile, restam pedaços espalhados, pedaços de almas e de garrafas, de sonhos e expectativas, quebrados ou simplesmente abandonados como um copo de cerveja que esquentou antes de chegar ao fim. Depois do baile, já com a alvorada a caminho, resta uma intensa vontade de continuar bailando, mesmo quando pede o corpo pela morte passageira que é o sono.

(After the Party, Horst P. Horst, Roma 1951)