domingo, 8 de janeiro de 2006

Dois bombons e uma rosa

Depois de uma longa noite de conversa que nubla as vistas e que revolve o lodo do fundo, por mais sedimentado que esteja, apenas o mestre supremo Aldir pode aclarar as idéias...

Dois bombons e uma rosa
Aldir Blanc

Faço votos de feliz casamento,
parabéns pra você,
prevaleceu seu bom-senso.
Reconheço que era chato
ser a outra eternamente
com encontros marcados
por coisas do tipo “eu subo na frente”.
Finalmente teu garoto
vai ter um pai de primeira,
você mais segurança
e um pingüim na geladeira.
Na cabeceira um relógio,
a hora mais luminosa,
churrascaria aos domingos:
dois bombons e uma rosa.
Apenas quero fazer
a necessária ressalva:
jamais comente o passado,
lembre o conselho de Dalva.
Não há xampu, não há creme
que apague ou que desmarque
da tua pele o meu beijo
fedendo a conhaque.




Por isso, entre outras coisas, que Aldir é um gênio. E ele que não leia tantos seguidos elogios. Talvez ficasse até bravo comigo. Mas o que sinto por ele e pela obra dele transcende a admiração: trata-se da mais absoluta reverência.

2 comentários:

  1. Ninguém comenta aqui, mas todo mundo lê... ;p

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  2. Comentariozinho despretensiososo de uma singela blogueira que também não recebe coments:

    Estou cada vez mais certa de que o Aldir é o cara; não se esquive de gravar aquele cd pra mim, por favor!!!! Isso partiria meu coração (ê drama!).

    A sabedoria do conselho de Dalva é imensa. Há que se assumir o peso das escolhas, deixar que vida flua e guardar certas coisas.

    Cervejas como a de ontem são necessárias.

    beijo

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